quinta-feira, setembro 07, 2006

Hoje vou dormir
Quero esquecer que estou aqui
Descer da realidade e voltar
Pra qualquer lugar
Que não aqui

Vou esquecer de pensar
Me desfazer
Não lembrar
Que meu lugar é esse, aqui

Apagar seus olhares
Desviver as expectativas
Reviver minha próprias tentativas como se elas fossem minhas

Como se elas fossem minhas...

Entrego-me no devir
Deixo me embalar ao som do vento
À musica que me dá acalento
E invento...
Me enfurno no convento

Desfaleço na própria vontade de viver
E á medida que feneço
Me acalmo, amorteço
Esqueço do amor que teço
Apago o amor teu
Só eu

Sozinho, eu pereço
E reconheço o preço de não ser qualquer
De querer ser homem para toda mulher

Me tranco na frieza enclausurada da vitrine
Me resigno no silêncio que o amuleto me restringe
No bolso alheio
No adorno inteiro

Na cena eterna te salvar os outros e esquecer que esquecem de mim.