sexta-feira, maio 15, 2009



Amanhecido
insandecido de dor
belamente apaixonado
escrevi isso pra diminuir a distância entre Niteroi e o Acará,
e tentar apaziguar meu coração.

Achei-o por entre outras coisas que não entreguei...



Em 23/11/2008

"Pudera eu dizer das coisas que não fiz, da noite que não dormi, procurando o teu toque por entre o travesseiro e o colchão. Não sou nada mais do que a dúvida do que serei ao teu lado. E cada minuto da noite sem descanso, foram na ambivalência entre a dor de não me seres companheira e a sede do teu sorriso. Como conseguimos nos perder nas eloqüências quando nossos corações se aproximam cada vez mais? Em que ponto a vontade de estar certo é maior que o amor que brota? Talvez não seja... Talvez seja só a sede do abraço que nos faz inebriados com coisa pouca. Talvez a distância me seja tão doída ao ponto de me entortar todo.

Hoje levantei (sem dormir) domado pela tristeza, no olhar sóbrio, nos ombros caídos, no andar cansado. Me retorci e me espanquei, só pra não dizer que... te amo. Sim... te amo. Te amo como se o hoje suprimisse a existência do amanhã; te amo como se já tivéssemos história, como se fossemos retrato de um sentimento; te amo como se tua mão na minha fosse um carinho no meu peito; te amor como se teu sorriso me ganhasse o dia.

Pensei nas chegadas e partidas. No medo do amor. No susto que me dá perceber que sou teu; que sou homem pra te fazer mulher! No pavor que me dá tudo isso. Me desfiz pra me refazer na caminhada e todo e qualquer exagero, instabilidade ou falta de calma é minha sede. Estou nu, com as vísceras de fora para descobrir do medo algo que me faça mais do que sou. Sou a entrega pela busca da contemplação plena.

E estou aqui, diante de ti, pra assumir o turvo, o nebuloso, a confusão. Atravessei mil portas pra te encontrar e assumo o desencontro... Assumo o medo dele. Mas não assumo o medo de atravessar, inclusive, as que quiseste fechar. Renuncio tudo, quantas vezes for, pra chegar no amor."