sexta-feira, agosto 07, 2009


não há forma
só a desforma
só o que deforma

não há forra que contorne o amargo
não há sorriso
que por inteiro e sincero
seja, que a sombra, mais largo

pra dirimir o desassosego
é que atravessa o desapego
o desespero
o descaso
a dor do "não acaso"...

a noite vem, muda
a lua cai, cura
e o amanhã traz os sorrisos solitários perdidos no ar
entregues à contida vontade de voar

e da contenção anestésica
de sentimento nulo
de verborragia ôca
nasce a gana pra mais
para subir mais
atravessar o que só vive na boca

muito ainda por fazer...
quebrando o claustro do silêncio
para derramar-se da água do vaso
e molhar tudo o que ainda há de ser